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Guia da proteção das mãos no trabalho

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Elastobor

As mãos são indispensáveis para quem atua na manutenção industrial. Elas conduzem ferramentas, realizam ajustes finos e estão em contato constante com equipamentos, materiais e substâncias que podem representar risco. Segundo dados do SmartLab, cerca de 30% dos acidentes de trabalho no Brasil envolvem mãos e dedos.

Esse número revela a urgência de investir na proteção das mãos, buscando não só evitar lesões, mas também assegurar produtividade contínua e evitar afastamentos. Este guia aborda os principais riscos, indica como escolher o EPI para as mãos adequado e apresenta práticas eficientes para garantir a segurança das mãos no trabalho.

Homem batendo palmas

Por que a mão é a área mais vulnerável?

No ambiente industrial, as mãos estão sempre em ação: seguram ferramentas, manipulam peças e entram em contato com substâncias diversas. A pressão por resultados rápidos e a variedade de tarefas aumentam a exposição a acidentes. Compreender o que ameaça a integridade das mãos é o primeiro passo para agir preventivamente.

Riscos mecânicos e o perigo das ferramentas

Cortes, lacerações e perfurações são frequentes ao lidar com objetos cortantes, chapas metálicas, peças com arestas vivas e ferramentas pontiagudas. Abrasões surgem ao manusear superfícies ásperas ou materiais brutos. Em espaços pequenos, o risco de esmagamento cresce, principalmente quando há pressa ou improviso.

Luvas inadequadas podem agravar o acidente em situações de prensamento, ao prender ou escorregar. Portanto, avaliar cuidadosamente cada tarefa e escolher a luva de EPI correta é fundamental para a segurança das mãos no trabalho.

Riscos químicos, térmicos e elétricos na rotina de serviços

Além dos riscos mecânicos, a rotina inclui substâncias químicas como óleos, solventes, graxas e combustíveis. Esses produtos podem causar irritações, dermatites e até queimaduras químicas severas. O contato com superfícies quentes, soldas ou motores exige proteção térmica, enquanto ambientes frios demandam isolamento para evitar dormência e perda de destreza.

Para quem atua com eletricidade, a NR-10 exige o uso de luvas isolantes certificadas, essenciais para evitar acidentes graves. Portanto, sempre confirme se a luva possui Certificado de Aprovação, o (CA) válido, garantindo proteção real contra choques e agentes agressivos.

Homem escolhendo equipamento de segurança

O EPI para as mãos: como escolher a luva ideal para cada risco

Não existe luva universal para todos os cenários. Cada tipo de risco pede um EPI específico, com materiais e tecnologias diferentes. O segredo da proteção está em identificar se o risco predominante é mecânico, químico, térmico ou elétrico. Luvas adequadas proporcionam conforto, aumentam a produtividade e minimizam lesões.

Tipos de luvas: da antichoque à antiderrapante

  1. Luva de raspa ou vaqueta: excelente para trabalhos pesados, solda leve e manipulação de peças abrasivas. Sua resistência ao calor e abrasão protege contra queimaduras e arranhões;
  2. Luva nitrílica: ideal para quem lida com óleos, solventes e produtos químicos. Forma uma barreira eficaz contra agentes agressivos e é recomendada na manutenção mecânica;
  3. Luva antifuro/anticorte: essencial para atividades com chapas, metais, fios e vidro. Reduz o risco de cortes profundos e perfurações, garantindo mais segurança;
  4. Luva isolante: fundamental para profissionais que atuam com painéis energizados. Sempre confira a classe de tensão e o CA antes do uso.

Antes de escolher, analise a ficha técnica, o tempo de exposição, a cultura de segurança da sua indústria e as condições do ambiente do seu trabalho. Dessa forma, a proteção das mãos será eficiente e adequada à necessidade de cada operação.

A importância do certificado de aprovação (CA) para sua proteção

O Certificado de Aprovação (CA) é obrigatório e atesta que a luva foi testada e aprovada conforme requisitos do Ministério do Trabalho. Ele garante que o EPI protege contra os riscos para os quais foi projetado. Pela NR-6, EPIs certificados são exigência legal e oferecem respaldo para o trabalhador e para a empresa. Todas as luvas da Elastobor possuem CA válido, proporcionando segurança, credibilidade e tranquilidade em qualquer operação.

Lista em uma prancheta

Checklist de boas práticas para garantir a segurança das mãos

A segurança das mãos vai além do EPI correto. Ela depende do comportamento, disciplina e cultura de segurança. Para garantir um ambiente protegido:

  • Participe de treinamentos periódicos sobre EPIs e procedimentos de segurança;
  • Realize inspeções em ferramentas e equipamentos antes do uso;
  • Sinalize e organize áreas de risco, mantendo a comunicação aberta com a equipe;
  • Siga normas internas e incentive boas práticas entre colegas;
  • Compartilhe experiências e esteja atento a situações que possam apresentar perigo.

Ergonomia e manutenção das ferramentas: prevenção a longo prazo

Ferramentas ergonômicas, com cabos anatômicos, ajudam a evitar fadiga e lesões por esforço repetitivo. Pausas regulares, alongamentos e alternância de tarefas preservam a saúde das mãos. Manter ferramentas afiadas, limpas e bem armazenadas previne acidentes por deslize ou falhas. Um ambiente organizado e bem iluminado faz diferença, contribuindo para mais segurança e eficiência a cada tarefa.

Homem trabalhando com luvas de segurança

Qual a validade de uma luva de segurança?

A vida útil da luva depende do material, frequência de uso e prazo do CA. Mesmo com boa aparência, se o CA estiver vencido, a proteção não está mais garantida pelas normas. Produtos agressivos e descuido na conservação aceleram o desgaste. Sempre verifique o CA antes do uso e troque luvas com sinais de rasgo, desgaste ou envelhecimento.

Com a Elastobor, você consegue entender quais EPIs usar em cada tipo de trabalho, com certificação certa para atuar com segurança.

Trabalhador utilizando luvas para manusear químicos

Posso usar a mesma luva para riscos químicos e cortes?

Não é indicado usar a mesma luva para riscos diferentes. Cada luva é projetada para um tipo de ameaça: a anticorte pode não proteger contra químicos e vice-versa. Sempre consulte as especificações técnicas e busque orientação profissional para garantir a escolha correta.

Trabalhador utilizando luvas para se proteger de faíscas

Por que o tamanho da luva interfere na segurança e na produtividade?

O ajuste correto é fundamental. Luvas folgadas prejudicam o tato, aumentam o risco de escorregamento de ferramentas e podem prender em equipamentos. Já as apertadas causam desconforto e favorecem lesões por esforço repetitivo. Sempre experimente a luva antes de iniciar uma atividade e escolha modelos pensados para o porte da sua mão.

Cuidar das mãos é investir no seu crescimento profissional. Ao escolher o EPI certo, adotar práticas corretas e valorizar a segurança, você mantém a produtividade alta e evita imprevistos que podem comprometer sua carreira. Aproveite para entender melhor o que é NR15 e qual é a sua importância!

 

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